Espaço do PacienteDavid F. Santos · CRP 07/40292Site principal

Perguntas frequentes

Respostas diretas, sem esconder os limites

Encontre a categoria e abra somente o que precisa. Combinados específicos do seu processo devem ser confirmados diretamente com o profissional.

Psicoterapia

Preciso saber o que falar?

Não. Você pode começar por uma situação, dúvida, sensação ou pela dificuldade de começar. Perguntas do psicólogo ajudam a construir o caminho.

Posso ficar em silêncio?

Sim. O silêncio pode ser respeitado e também conversado. Não é preciso preencher todos os momentos nem produzir uma fala organizada.

O psicólogo fala durante a sessão?

Sim. O trabalho pode incluir perguntas, sínteses, informações, devoluções e propostas de reflexão. Participar ativamente é diferente de dizer o que você deve fazer.

Posso discordar do psicólogo?

Sim. Dizer que uma compreensão não faz sentido, que uma pergunta incomodou ou que você vê algo de outro modo ajuda a construir um processo dialógico.

Como são definidos os objetivos?

Partem do motivo da procura e do que é compreendido ao longo dos encontros. Devem ser discutidos, compreensíveis e passíveis de revisão.

Quanto tempo dura?

Não existe duração universal. Demanda, objetivos, frequência, condições de vida e desenvolvimento do processo participam. Estimativas não são garantias.

Como saber se está ajudando?

Podemos observar compreensão, novas formas de agir, participação nas decisões, mudança no lugar que o sofrimento ocupa e capacidade de mobilizar apoios. Isso é revisto em conversa.

Como acontece o encerramento?

Idealmente, é planejado. O percurso, recursos construídos, dificuldades restantes e formas de buscar ajuda são revisados. Você pode trazer o desejo de pausar ou encerrar.

Posso falar sobre algo que fiz e de que me arrependo?

Você pode trazer acontecimentos difíceis. O sigilo é dever profissional, com limites excepcionais previstos por normas e leis. Se houver dúvida sobre esses limites, pergunte antes de detalhar.

Psicoterapia sempre gera diagnóstico?

Não. Investigar ou nomear uma condição pode ser relevante em alguns processos, mas não é resultado obrigatório e nunca resume a pessoa.

Psicólogo prescreve medicação?

Não. Prescrição é atribuição médica. Quando outro cuidado for pertinente, isso pode ser conversado e encaminhado. Não altere medicação com base neste site.

Posso fazer online pelo celular?

Pode ser viável se houver conexão, estabilidade, enquadramento, privacidade e adequação clínica. O aparelho deve ficar apoiado e o ambiente precisa permitir participação segura.

Avaliação psicológica

Avaliação é igual a psicoterapia?

Não. Avaliação investiga uma pergunta e finalidade delimitadas, integra fontes e produz devolutiva. Psicoterapia acompanha objetivos construídos ao longo de um processo.

O que acontece na primeira entrevista?

A demanda, a finalidade, a história e o contexto começam a ser conhecidos. O profissional explica o planejamento inicial, tira dúvidas e verifica condições e acessibilidade.

Para que servem os testes?

Quando indicados, ajudam a obter informações sob condições conhecidas. São uma fonte entre outras e precisam ter evidências e parecer favorável para a finalidade.

Posso estudar para os testes?

Não é recomendado buscar itens ou treinar. Isso altera as condições e não ajuda a compreender seu funcionamento real. Siga apenas orientações de preparação do profissional.

Um teste sozinho dá diagnóstico?

Não. Diagnóstico e conclusões dependem da integração entre história, contexto, observação, instrumentos, critérios e explicações alternativas.

O que devo levar?

O que for solicitado: documento, óculos, aparelho auditivo, lista de medicações ou relatórios pertinentes. Confirme antes; não leve material íntimo sem necessidade.

O que é devolutiva?

É o momento de explicar resultados, conclusões, limites, incertezas e recomendações em linguagem compreensível, abrindo espaço para perguntas.

Receberei um documento?

Depende da finalidade e do que foi contratado. Existem diferentes documentos psicológicos; o profissional deve explicar qual é adequado e para quem se destina.

Familiares podem participar?

Quando pertinente, consentido e compatível com a finalidade, podem fornecer informações ou participar de momentos específicos. O manejo respeita sigilo e protagonismo da pessoa avaliada.

Quanto tempo demora?

Varia conforme pergunta, fontes, instrumentos, idade, ritmo, necessidade de documentos e complexidade da integração. Uma estimativa deve ser explicada no planejamento.

O resultado pode ser inconclusivo?

Sim. Pode haver informação insuficiente, hipóteses igualmente possíveis ou necessidade de acompanhamento. Reconhecer incerteza é mais responsável que forçar uma conclusão.

Neuropsicologia

É um exame do cérebro?

Não. Não produz imagem do cérebro. É uma avaliação psicológica que investiga relações entre funções cognitivas, emoções, comportamento, história e cotidiano.

Avalia apenas memória?

Não. Pode investigar atenção, linguagem, funções executivas, aprendizagem, percepção, velocidade, aspectos emocionais e funcionamento cotidiano, conforme a demanda.

Um resultado baixo confirma um transtorno?

Não. Um desempenho precisa ser contextualizado e integrado a outras informações. Dificuldade pontual não confirma uma condição.

Sono, ansiedade ou medicação podem interferir?

Podem participar do desempenho, assim como dor, humor, escolarização, idioma, condições sensoriais e ambiente. Informe condições relevantes; não altere medicação por conta própria.

Qual a diferença entre avaliação psicológica e neuropsicológica?

A neuropsicológica faz parte da avaliação psicológica e tem perguntas específicas sobre funções cognitivas, comportamento, funcionalidade e relações com o sistema nervoso.

É possível avaliar TDAH, autismo ou outras condições?

Uma avaliação pode contribuir para investigar essas hipóteses, mas nenhuma condição é confirmada por um teste isolado. História de desenvolvimento, critérios, contextos e diagnóstico diferencial são essenciais.

Por que são necessárias várias fontes?

Porque tarefas estruturadas, cotidiano, história, observação e informações de outras pessoas mostram recortes diferentes. A integração reduz conclusões precipitadas.

Orientação vocacional e carreira

Um teste vai dizer qual profissão escolher?

Não. Instrumentos podem oferecer informações, mas a escolha integra interesses, experiências, valores, condições concretas, oportunidades e experimentação.

É somente para adolescentes?

Não. Universitários, adultos em transição, pessoas retornando ao trabalho ou reorganizando a carreira também podem procurar orientação.

Pode ajudar em mudança de carreira?

Sim. O processo pode investigar motivos, aprendizagens transferíveis, riscos, recursos, barreiras e formas graduais de conhecer outro caminho.

Preciso já ter opções em mente?

Não. O ponto de partida pode ser uma dúvida ampla, insatisfação, curiosidade ou necessidade de construir alternativas.

Condições financeiras e familiares entram no processo?

Sim. Renda, tempo, cuidado de outras pessoas, acesso a estudo, território e expectativas familiares fazem parte da escolha real.

O que acontece quando meus interesses são muito diferentes?

Interesses não precisam caber todos numa profissão. Podemos investigar atividades comuns, combinações, prioridades e experiências que ajudem a diferenciar curiosidade de projeto.

Atendimento, sigilo e contato

Como funciona o sigilo?

É dever profissional proteger a intimidade. Compartilhamentos não são livres; situações excepcionais seguem normas e leis, com busca pelo menor prejuízo e comunicação do estritamente necessário.

Como remarcar?

Use o canal administrativo combinado, informe o horário e a necessidade de remarcação. Prazos e condições dependem do contrato de prestação de serviços.

O WhatsApp funciona como atendimento?

Não. É canal administrativo para informações, disponibilidade e combinados. Não é plantão, não oferece resposta imediata e não é adequado para relatos clínicos detalhados.

O que fazer em uma urgência?

Em risco à vida ou integridade, ligue para o SAMU 192 ou procure UPA/pronto-socorro. CAPS e UBS integram a rede; o CVV oferece apoio emocional pelo 188. Veja orientações completas.

Como funciona o atendimento de adolescentes?

Exige autorização de ao menos um responsável no atendimento não eventual. O adolescente é sujeito ativo; aos responsáveis comunica-se o essencial para cuidado e proteção, não todo o conteúdo.

O que é necessário para atendimento online?

Viabilidade clínica, privacidade, tecnologia adequada, manejo de conexão, acessibilidade, localização e meios de direcionar urgências. Esses pontos são avaliados e combinados.

Respostas gerais. Combinados individuais precisam ser confirmados diretamente.